terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desvendando a história templária: Jacques Demolay



Jacques Demolay nasceu em Vitrey, na França. Nobre e Exímio Cavaleiro Templário desde os 21 anos de idade, á ele foi imposta uma difícil missão: numa reunião que não contou com sua presença, Jacques Demolay foi eleito com unanimidade para assumir o Grão Mestrado da Ordem de que fazia parte, após a morte de seu antecessor, Thibaud Gaudin, em 1295. 


A Ordem dos Templários, cuja missão era proteger os peregrinos durante a Cruzada, era uma poderosa instituição da Idade Média e detinha feudos e condição monetária incomparáveis.

Na mesma época, assim como os templários, havia uma ordem parecida... Os Hospitalários, cuja função era hospedar os enfermos peregrinos da Terra Santa e cuidar dos mesmos. Por se assemelharem em seus objetivos e pelo interesse financeiro tido pela Ordem dos Hospitalários, Jacques Demolay foi convocado para uma ‘reunião’ com o Papa Clemente V, sob o pretexto de unir as duas Ordens. Conforme foi dito, não se passava de ganância e interesse na possibilidade de apoderar-se de todas os bens da Ordem Templária.

Os Hospitalários contavam com o poder, pois pessoas do clero e do Reino da França faziam parte de seu quadro de membros. Filipe, o Belo, rei da França naquele período, era um apoiador da Ordem dos Hospitalários.

O prestígio e a riqueza da Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo era notória, vista tamanha inveja dos Hospitalários. Quem diria que Jacques Demolay era padrinho dos filhos de Filipe IV, o Belo; e que mais tarde o mesmo Filipe IV condenaria Jacques Demolay à forca e à fogueira? Tamanhas inocência e honra deste herói mártir declararam-se contra a união das duas ordens. Demolay realmente é um exemplo de retidão e caráter e ao mesmo tempo de pureza e companheirismo.

A resposta negativa de Jacques Demolay sobre a união das ordens enfureceu o Rei Filipe, que era dominado por ganância e mau-caratismo.

Em uma viagem de compromissos do Grão-Mestrado á Paris, na morte da Princesa da Casa Real Francesa, Jacques Demolay e alguns de seus preceptores foram capturados e condenados sob acusações monstruosas.


Entitulado desde herege até homossexual, Demolay sofreu acusações pífias e tudo pelo ''olho grande'' do rei. Foi condenado à fogueira e a ela foi em... 18 de março de 1314, na Îlé de La Cité, uma famosa praça de Paris. Nesse data, Jacques Demolay e três de seus preceptores foram queimados vivos diante da presença do Papa e do Rei Filipe, o Belo.

Historiadores dizem que, mesmo submetido à tortura, Jacques Demolay disse inverdades sobre a Ordem do Templo. Posteriormente relutou, repensou e retratou a verdade compreendendo seus votos de fidelidade de seu juramento. Esta é uma prova de que as pessoas erram sob pressão, mas que se realmente tiverem absorvido a essência, a essência e a fidelidade prevalecerão...

No entanto, Jacques seguiu seu juramento e preferiu morrer por ele. Não revelou a identidade de seus irmãos e nem a localização de suas fortunas. Guardou segredos e o principal: foi justo. A injustiça nunca ganhou nenhum jogo.
Ainda vivo e na fogueira proclamou algumas palavras e jogou uma ‘praga’ contra o Papa e o Rei, dizendo que faleceriam em breve e que compareceriam a um julgamento... Em um tribunal diferente pelo qual ele próprio havia passado, o tribunal divino. Dito e feito, em menos de um ano os dois haviam morrido por enfermidades; tenho a certeza de que a Justiça Divina foi feita, e sem injustiças.

Referências: 

Ivan Trindade
Ivan Trindade é estudante
Atualmente Hospitaleiro do Capítulo Sete Lagoas

3 comentários:

  1. De Molay apenas era padrinho da filha de Felipe, não dos filhos. Ele seria condenado ao silêncio e à prisão perpétua, mas por negar seu depoimento (impenitente) é que foi condenado à fogueira com seu preceptor geoffroy de charnay (guy d'auvergnie)

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    1. Complementou nosso texto, obrigado pelos esclarecimentos.

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  2. Caro Adal, existem várias lendas sobre a história de Jacques Demolay, então de fato não podemos chegar á uma conclusão definitiva, pois não vivemos nesta época, concorda? O que fica é a lição de lealdade e tolerância que Jacques Demolay nosso herói mártir nos deixou de herança. Ivan Trindade

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