sexta-feira, 6 de março de 2015

Mais um ciclo de seca ou resultados da interferência humana na natureza?!

O Brasil vive a maior crise hídrica das últimas décadas. Vários estados brasileiros estão no limite de seus reservatórios, e por falta de políticas públicas para evitar a poluição dos recursos hídricos, estamos perto de um colapso. A crise atinge também o setor energético, já que dependemos dos reservatórios para as hidrelétricas funcionarem.

As imagens de grandes rios, como o São Francisco cada vez mais vazios, assustam até os moradores mais antigos de onde o “Velho Chico” passa.  Em Sete Lagoas, além da Lagoa Grande, uma das maiores da cidade, a situação do Parque da Cascata, localizado na Serra Santa Helena, assusta.

Em recente reportagem, o site setelagoas.com, mostrou o estado da lagoa do parque, como o leitor pode perceber na foto a baixo.

Lagoa do parque da cascata está praticamente seca / Foto: setelagoas.com/Alan Junior

Segundo a reportagem,  a lagoa nunca esteve no estado da foto acima. O professor de Mecânica dos Solos, do Centro Universitário - UNIFEMM, Luiz Marcelo fez uma análise acerca da situação, veja o vídeo que segue:




A pergunta que fica é: será apenas mais um ciclo rigoroso de seca que o planeta vive de tempos em tempos, ou será resultado das interferências do homem na natureza?!

O IPCC (sigla do Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas da ONU), apontou no relatório divulgado em novembro de 2014, que se a interferência humana continuar da forma desastrosa que hoje está, os estragos podem ser irreversíveis. 
É possível fazer algo?!

Claro que sim.

Colocar em prática os tratados internacionais e o conceito de desenvolvimento sustensável que desde a Conferência Internacional de Estocolmo em 1972 tem sido citado praticamente uma teoria em vão em todas as confererências e reuniões, pode ser o início. É fundamental que as autoridades de cada país se sensibilizem com a questão.

A água já começa a faltar, o solo em muitas regiões do planeta já está árido e infértil, em outras a inundação faz estragos, o inverno é extremamente rigoroso e o calor não perdoa ninguém. A poluição atmosférica nas grandes cidades é insuportável. Transformamos nossos córregos, lagoas, rios, e as regiões costeiras em verdadeiros depósitos de lixo e descargas humanas. O esgoto e a forte poluição tornam regiões propícias para a produção de alimentos ou uso humano em inviáveis.

A legislação brasileira é bem formulada quanto à questão ambiental.
Falta-nos fiscalização e mais rigor para que ela seja efetivada. Cito apenas algumas dessas leis, para consultá-las basta pesquisar no Google:

Política Nacional do Meio Ambiente – Lei Nº 6.938/1981
Artigo 225 da Constituição Federal da República de 1988
Lei dos Crimes Ambientais  - Lei Nº 9.605/1998


O  desastre não pode ser creditado apenas aos homens públicos e ao setor produtivo. A sociedade tem de fazer a sua parte.  O problema atinge a todos, já que a biosfera é uma comunidade só.

Sem recursos naturais não se vive.

Fonte: Infográficos Estadão


A natureza está apenas cobrando a conta de séculos de exploração irresponsável. E essa conta pode nos ser cara demais.

*Com informações:



MOURA, Saulo. Estudante e sênior DeMolay.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A história por traz do Hino Nacional Brasileiro

Todos aqueles que se julgam Demolays, tem conhecimento de uma importante virtude, representada pela sétima vela, o patriotismo. Portanto, é dever desses exercer o seu papel de cidadão e ter o conhecimento básico sobre os símbolos da nação. Um importante símbolo – talvez o mais conhecido – é o Hino Nacional, criado por Joaquim Osório Duque Estrada. A letra é muito bonita, porém, apesar de muitos conseguirem proclamá-lo sem erros, boa parte das pessoas não entendem o sentido de suas frases. O autor Wayne Tobelem dos Santos explicou muito bem uma das maiores riquezas da nação.


1. Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante

Poderíamos parafrasear (escrever de outra forma) este verso assim: As margens calmas do rio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um herói (Dom Pedro I), que representava todo o povo brasileiro.


2. E o sol da liberdade em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Fúlgido significa brilhante.

Mas não dava prá dizer: "raios brilhantes brilhavam" porque iria parecer repetitivo e pobre. O grito de "Independência ou Morte" transformava uma nação colonial, dependente de Portugal, em um novo país autônomo e livre. Duque Estrada compara a liberdade a um sol brilhante que ilumina o céu (Pátria), antes obscurecida pelo colonialismo.


3. Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Agora que o povo brasileiro conquistou seu passe para a liberdade, através de sua força e coragem, inspirado nesta nova liberdade não hesitará em enfrentar a própria morte (isto é, se tiver de lutar e morrer, o povo não sentirá medo). A frase pode ser reescrita assim: através de nossa coragem conquistamos uma igualdade de condição com quem antes era nosso colonizador e, para manter esta situação de liberdade, estamos prontos a sacrificar a própria vida.


4. Ó Pátria Amada,
Idolatrada
Salve! salve!

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com artistas de modo geral. Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia; "Deus te salve!".


5. Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece!

Aqui o poeta compara o Brasil a um sonho intenso, porque ainda tem muito a realizar. Sabe-se que o Cruzeiro do Sul é uma constelação que aparece no céu do Brasil. Ela tem a forma de cruz, que nos lembra Jesus Cristo e as práticas cristãs. Portanto, vamos refazer os versos para entender o sentido: O Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu límpido a cruz de Cristo resplandece, desta cruz desce um raio brilhante que ilumina o Brasil. Ou seja, o Brasil está sob o amparo e a proteção de Cristo. 


6. Gigante pela própria natureza
Es belo, és forte impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Se você olhar o mapa mundial, vai notar que o Brasil é o quinto maior país do mundo.

Se reescrevermos a frase, ficaria: Tu (Brasil), és belo, forte e, graças ao tamanho imenso que a natureza te deu, não tens medo de nada. Além disso, a tua grandeza de hoje vai se revelar no futuro. 

7. Terra adorada, entre outras mil,
És tu Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas inversões:

Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil terras; tu és nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo (de nós, brasileiros). 


8. Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

A idéia que Duque Estrada quer transmitir é a de que a localização geográfica do Brasil é mesmo muito privilegiada: as montanhas, as matas, os rios, toda a natureza formam a imagem de um berço (um imenso país recém-nascido). 

"Ao som do mar", porque temos um litoral vasto com belíssimas praias; "e à luz do céu profundo", isto é, ensolarado, típico dos trópicos. 

O "sol do Novo Mundo" coloca o Brasil mais uma vez como uma nação jovem e promissora. O velho mundo (Europa) conquistou e colonizou o novo mundo (América). 


9. Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio, "mais amores".
Garrida é colorida, alegre, vistosa.


Teus risonhos lindos campos têm mais flores do que a terra mais garrida (vistosa). Ou seja, nossa natureza é mais colorida e bela que a de outras terras. 
Nossos bosques têm mais vida (mais beleza e vitalidade). 

Nossa vida, em teu seio (dentro de ti, Brasil), mais amores. 

Equivale a dizer que nós, brasileiros, por vivermos no Brasil, somos mais capazes de amar. 

As aspas são usadas, pois representam citações dos versos de Gonçalves Dias em "Canção do Exílio".


10. "Ó Pátria amada,
Idolatrada
Salve! Salve!

Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com artistas de modo geral. 

Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia: "Deus te salve!" 


11. Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado

Um lábaro era um estandarte muito usado pelos romanos e aqui está representado por nossa bandeira, repleta de estrelas; e deseja que ele represente o amor eterno. 

O poeta está tentando dizer: tomara que as estrelas da tua bandeira sejam símbolo de amor eterno.


12. E diga ao verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Flâmula aqui é sinônimo de bandeira. O louro é uma planta que simboliza poder e glória. Mais uma vez, vamos olhar para a bandeira. Duque Estrada torce para que o louro da bandeira simbolize um poder que venceu batalhas gloriosas no passado, quando isso foi necessário para se conseguir a independência, mas só deseja paz daquele momento em diante, pois o verde, além da esperança, também simboliza a paz. 


13. Mas se ergues da justiça a clava forte
Verás que o filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte.

Clava é um pedaço de pau pesado usado como arma. Vimos que, no verso anterior, o poeta sonha com a paz no futuro. De repente, entretanto, este verso diz: mas se ergues (levantas) a clava forte da justiça, ou seja, se o país tiver de lutar contra a injustiça, verás que um brasileiro (filho teu) não foge à luta (enfrenta a guerra). 

E quem te adora não teme nem a própria morte, quer dizer, os brasileiros adoram tanto o seu país que seriam capazes de sacrificar suas próprias vidas para defendê-lo.


14. Terra adorada, entre outras mil,
És tu, Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria Amada, Brasil!

Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas inversões: Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil terras; tu és nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo (de nós, brasileiros). 


Fonte: Wayne Tobelem dos Santos [adaptado]

DINIZ, Patrick. Estudante e membro deste capítulo.




Chevalier

No dia 31 de janeiro de 2015 foi realizada a troca de gestão do capitulo Aston nº630, da cidade de Curvelo, Minas Gerais. A cerimônia publica se iniciou às 18 horas do horário de Brasília e foi realizada nas dependências da loja Maçônica Fraternidade e Justiça, localizada na Rua Domingos Viana, 143, na cidade de Curvelo, Minas Gerais. O capitulo sete lagoas nº 295 foi representado pelos irmãos Plínio Gonçalves, 1º conselheiro da XXXVII Gestão, Anderson Guimarães, irmão sênior, e pelos tios do conselho construtivo Felipe Leite, Alexandre Matos e Rafael.



Após a troca de gestão tivemos uma grande surpresa, a corte Chevalier iria dar uma honraria a algum membro demolay, no qual o irmão "Cocão" foi o escolhido para receber a honraria. Todos ficaram impressionados pela ritualística perfeita do capitulo Aston nº630.


GONÇALVES, Plínio. Membro deste capítulo.