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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Capítulo e Conselho Consultivo: União indispensável

Examinando o termo Conselho Consultivo nos dicionários, se encontra que “Conselho” é a designação para um grupo de pessoas reunidas com determinado propósito. A palavra “Consultivo” é a derivação do vocábulo “consulta”, que significa o ato de se argüir alguém sobre determinada questão sobre a qual temos dúvidas ou não nos julgamos suficientemente habilitados para tomar certa decisão.
Com a análise dessas palavras temos conhecimento que “o papel Conselho Consultivo é de aconselhar e orientar – quando for conveniente e, frisando, em último caso, fiscalizar, intervir, corrigir. Digo porque não podemos, sob pena de estarmos sendo péssimos educadores, evitar o erro. O erro, desde que não em proporções tais que cause prejuízos e conseqüências irreversíveis, não deve ser evitado. É lição. E as lições não devem ser evitadas.
O Conselho Consultivo deve agir como o pai que vê seu filho aprendendo a andar e se orgulha disso; não intervém em demasia; não procede de maneira irresponsável ao de deixá-lo acidentar-se gravemente, mas deixa-o viver, aprender.
O Conselho Consultivo governará as atividades do Capítulo conforme a Constituição do Supremo Conselho da Ordem Demolay para o Brasil e os editais do Oficial Executivo.
O Conselho Consultivo tem o direito de excluir de um capítulo sobre o qual ele exerce o controle qualquer membro acusado de violar a lei DeMolay, ou que não tenha boa moral, ou cujo comportamento é indigno de um membro da Ordem DeMolay, ou por conduta anti-DeMolay; por um período definido ou indefinido.

  1. Funções e Cargos:
  • O Conselho
O Conselho Consultivo é um corpo indispensável ao funcionamento um Capítulo DeMolay. É formado por maçons e DeMolays Seniores, e tem como objetivo orientar e auxiliar nos trabalhos capitulares, assim como aos próprios DeMolays.
  • O Consultor do Capítulo
O Consultor do Capítulo é o Tio Maçom com quem os DeMolays terão um maior contato dentro das atividades capitulares. Uma das funções do Consultor é a de interagir com o Capítulo e o Conselho, transmitindo a este os eventuais problemas do Capítulo e dos DeMolay e trazendo ao Capítulo soluções.
O Consultor deve ser tido como um amigo de cada DeMolay, uma pessoa com que o Irmão possa contar seus problemas intimamente, pedir conselhos e depositar a máxima confiança.
A escolha do Consultor ideal ao Capítulo é feita com grande cautela pelo Conselho Consultivo, afinal este deve dispor de tempo, liderança e um carisma muito grande.

  • O Presidente
O Presidente, como coordenador e organizador do Conselho Consultivo, possui diversas finalidades, sendo o responsável pela união dos Tios Conselheiros.

"Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa que a necessidade de sentir-se protegido por um pai." (Sigmund Freud).







Brunno de Medeiros da Costa
Membro do Capítulo Lealdade e Tolerância nº54

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A experiência em pessoa: O papel do Sênior

A Ordem DeMolay não foi feita para ter uma idade limite para seus iniciados. Uma vez DeMolay, carrega-se para sempre dentro de si as essências de nossa irmandade. A idade de iniciação dos membros é dos 12 aos 21 anos incompletos, entretanto, essa faixa etária sinaliza para nós o período onde estamos nos caminhando para a vida adulta, tempo de aprimoramento para o futuro...



O meio dia de nossas vidas, esse momento crucial no qual a coroa da juventude é substituída pela coroa da maioridade é muito significativo para todo DeMolay. É chegada a hora de, sobretudo, reafirmarmos todos os nossos compromissos trabalhados e conquistados no período de DeMolay ativo, levando para a vida adulta maturidade, responsabilidade, confiança, liderança, sensatez, humildade - evidentemente sem nos esquecermos de todos nossos compromissos feitos nos capítulos - desde a vigília eterna as sete virtudes até os mais intrínsecos ideais de nossa ordem que carregaremos eternamente em nós.
A oportunidade de estar em um ambiente como um Capítulo DeMolay é especial, única. Particularmente, vivo intensamente cada momento da Ordem DeMolay. Digo isso, porque apesar da maioridade, faço o possível para conciliar meus deveres com as atividades do Capítulo. A base que a Ordem me forneceu é firme e estável: pra vida toda. Levo comigo além dos ensinamentos o fator humano, e essa amizade que não tem palavras para descrever, porque vai além: uma irmandade, forte e sólida. Tenho a consciência das minhas atribuições no Capítulo, entendo que dentro delas há muito a ser feito, e que preciso trabalhar junto a meus irmãos. Vejo a maioridade como um ponto de chegada a preparação do DeMolay para a vida adulta, jamais como barreira: entendo que nós, Seniores DeMolays, somos convidados a trabalhar de outra forma, mas deixar de fazê-lo, não.  Para isso, há muitas formas de ajudar os Capítulos e a Ordem, o trabalho continua, e não há duvidas...

O limiar da idade de um DeMolay nunca deve ser barreira de sua atuação. Essa ótica permite que com humildade, o Sênior DeMolay possa contribuir com a experiência de ordem e de vida que já adquiriu.

Essa troca é essencial: afinal, também somos convidados a aprender com os irmãos mais jovens, e entender que o significado da nossa ordem também passa por essas experiências: afinal somos todos eternos aprendizes na caminhada da vida, e também eternos DeMolays.


Informe-se mais sobre o Sênior DeMolay em:

Associação Alumni Nacional – SCODB

Associação Alumni Minas Gerais - GCEMG
Saulo Junior
Saulo Junior é Senior DeMolay e estudante Pré-Universitário

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cerimônia de Maioridade

Foi realizada também no dia 09/07/2007, a cerimônia de Maioridade do Irmão Arnaldo Neto. Nosso irmão trabalhou e ainda trabalha incansavelmente pelo Capítulo Sete Lagoas. Iniciado a 4 anos, passou por praticamente todas as funções capitulares - ritualística e administrativamente - exercendo com paixão, empenho e dedicação cada cargo a ele atribuído. 


Como Past Mestre Conselheiro, e agora sênior DeMolay, ajuda os novos mestres-conselheiros, apesar de sua agitada vida como Estudante de Direito e estagiário do Ministério Público Federal.


Na sua cerimônia de Maioridade o irmão Arnaldo, emocionou a todos com seu discurso. A pedidos, o blog postará o texto lido por ele na referida cerimônia:



Aonde moram as coisas belas.

Me cobrariam neste momento uma satisfação. Uma satisfação de como foi pra mim até aqui. E até aqui todos sabem que nossa comunicação se dá por palavras. Eu diria que as palavras em si são um universo. Um universo de signos que representam convenções humanas. Convenções sobre como chamar o que. Porém, é ainda por detrás desse amplo universo. Num universo infinito, ouso dizer, é que se encontram as coisas belas. O que sei é que as palavras não encontram sentido em si mesmas, não tem valor em si mesmas.
As construções ortográficas são o estágio mais avançado de influência humana na pureza das coisas belas, nas verdadeiras inspirações. Portanto, não será em cem, nem em trezentas estrelas que o significado terá razão, mas na luz que o sol irradia em seu entorno.
Não conseguiria nunca dizer o quanto foi bom pra mim, ou o quanto eu aproveitei, pois nem eu posso quantificar.
Por isso apenas direi, com sincero pedido de desculpas, porque não posso dar essa satisfação a vocês. É porque as coisas belas, e que inspiram, não podem ser descritas nem em mil pergaminhos. As coisas belas apenas se traduzem em uma lágrima, em um sorriso, no vôo de um pássaro, num acorde de música, ou num olhar.
 Arnaldo Neto


DeMolay
Sentimento pra vida toda