terça-feira, 8 de setembro de 2015

☩ AS SECRETAS ATIVIDADES TEMPLÁRIAS ☩

Em estudos anteriores falamos sobre as riquezas dos templários, sobre como eles viviam, suas regras, costumes, de que forma era composta a Ordem, seus meios secretos de identificação etc.

Hoje estudaremos as Secretas Atividades Templárias “exotéricas” e “esotéricas”. Acompanhem-nos!
Embora fossem uma irmandade monástica, os Templários, inevitavelmente, envolveram-se em política, especialmente no Reino de Jerusalém.

Seu papel nas maquinações políticas tornou inevitável que se desenvolvesse uma intensa rivalidade com a Ordem do Hospital de São João de Jerusalém. Essa rivalidade se inflamou tanto que, por vezes, havia verdadeiras lutas na Rua entre Templários e Hospitalários.

De fato, para ajudar a compreender como os Templários, que eram monges piedosos e humildes, devotados ao serviço dos peregrinos, tornaram-se um “arrogante” centro de poder, afirmando-se como senhores seculares de grande influencia, é preciso examinar as atividades da Ordem do Templo nos últimos anos antes da perda da Terra Santa e da brutal supressão da Ordem feita pelo rei da França.

De certo, os Templários protegiam os peregrinos até a Cidade Santa, mas, engana-se quem pensa que a Ordem foi criada apenas e tão somente para tal propósito. Havia sim, atividades político-militares, monástica e eclesiástica, serviços financeiros e civis, porém, o seu Real Objetivo era a restauração do Culto secreto primitivo.

A liberdade de pensamento intelectual e a restauração de uma nova religião universal era seu objetivo secreto. Jurando votos de obediência, pobreza e castidade, eles estavam em primeiro plano seguindo os verdadeiros Cavaleiros de S. João Batista, que clamava no deserto e viviam comendo mel silvestre e gafanhotos.

Os Templários faziam escavações na parte subterrâneas do Templo, e de fato pesquisadores já comprovaram que eles acharam verdadeiras relíquias e tesouros. Não estamos falando especificamente do Tesouro perdido do Templo do rei Salomão, mas, de manuscritos e papiros antigos.

É um erro afirmar que a Ordem tornara-se apenas mais tarde “anti-papal”, pois foi assim desde o inicio. Somente os verdadeiros adeptos dos altos graus sabiam de seus estudos esotéricos, enquanto a massa, por certo, apenas dos estudos exotéricos.

Sabe-se que os Cavaleiros Templários tiveram contato direto com os rabinos na Terra Santa, pois os Cavaleiros não sabiam “decifrar” e estudar de maneira correta os escritos antigos encontrados nas escavações, necessitando assim da ajuda dos escribas, rabis e fariseus.

Os Templários reverenciavam as doutrinas da alquimia, astrologia, magia, e finalmente a Kabaláh judaica, e aderiram aos Ensinamentos secretos de seus chefes no Oriente (veja, não as interprete isso como “satanismo”).

Essas atividades secretas presidiram a fundação de grandes Ordens Religiosas, muitas vezes em guerra com as autoridades seculares, eclesiásticas ou civis. Sua realização também era o sonho das seitas dissidentes dos gnósticos ou Illuminati que fingiam para conectar a sua fé com a tradição primitiva do cristianismo de S. João Batista.

Assim, finalmente os Templários tornaram-se uma ameaça para a Igreja e para a Sociedade, quando a Ordem rica e dissoluta, iniciada nas misteriosas doutrinas da Kabaláh, parecia disposta a voltar-se contra a autoridade legítima do princípio conservador da hierarquia, e ameaçava o mundo inteiro com uma revolução imensa .

Os Templários, cuja história é tão pouco conhecida, foram considerados os conspiradores terríveis, mas, somente por que foram mal interpretados. De qualquer forma essas informações vazaram, e em breve os poderosos Cavaleiros Templários seriam pobres vítimas de uma brilhante emboscada.




NA PRÓXIMA SEMANA
☩O Escolhido ☩


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

☩ COMO ERA COMPOSTA A ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS☩

Na semana passada descobrimos os Meios de Identificação Templária, hoje, estudaremos um pouquinho de como era composta essa riquíssima Ordem. Acompanhem-nos!

Embora muitos Templários não chamassem a si mesmos, ou um ao outro, “cavaleiros”, nem empregassem o titulo honorifico “Sir”, observando antes sua postura eclesiástica com um simples título de Irmão (frater ou frère), os Templários precisavam ser de linhagem Cavaleiresca. Eram Guerreiros e não escriturários.


Na Ordem do Templo, havia a classe dos oficiais, que tinha como principal treinamento e ocupação a participação direta no campo de batalha; o exercito de administradores, tropas nativas e empregados por trás deles eram maiores que eles em numero, numa proporção de 50 para 1.

A Ordem não podia ser composta 100% de “cavaleiros”, assim como uma força aérea moderna não pode ser composta 100% de pilotos.

Os sargentos eram mais diversificados e podiam ser soldados montados ou a pé na batalha, assistentes pessoais dos cavaleiros ou administradores de uma ou mais propriedades agrícolas.

Os clérigos templários eram a ala letrada, e muito provavelmente tinham tarefas de natureza administrativa ou contábil, incluindo a escrita de cartas em código (conforme já estudamos). Outros administradores, supervisores e escribas eram simplesmente empregados, e em anos posteriores muitos deles falavam em árabe.

Conforme a Terra Santa era povoada por sangue local misturado com sangue europeu após sucessivas gerações, jovens eram recrutados no local e treinados pelos Templários para serem “Turcopoles”, membros de uma unidade de Cavalaria leve na Terra Santa, comandada por um oficial templário especial chamado Ir. Turcopoler (frère Turcopolier).

O Grão-Mestre, que também tinha o Grau de abade, era o governante autocrático da Ordem, embora recebesse conselhos e sugestões de seus principais oficiais. Mestres de preceptorias ou postos de comando eram também autocráticos, a menos que o Grão-Mestre estivesse presente.

Os quartéis-generais da Ordem e a residência do Grão-Mestre situavam-se no Templo de Jerusalém. Ele não era apenas administrador, mas líder militar de primeira linha, o que fica evidente pelo fato de que, de 21 Grão-Mestres, dez morreram em batalha ou das feridas que sofreram em combate.

Mas sejamos sinceros, conforme a Ordem amadurecia, aumentando em riqueza e números, o capuz da humildade se afastou da maioria dos Templários.



NA PRÓXIMA SEMANA
☩ As secretas atividades Templárias ☩


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

☩ OS MEIOS SECRETOS DE IDENTIFICAÇÃO TEMPLÁRIA ☩

No último texto finalizamos nossos estudos com uma pergunta, de que, como poderiam os Templários determinar que um documento de alto valor não fosse forjado ou que aquele que o portava era realmente o homem cujo nome aparecia nele? Agora vamos respondê-la, acompanhem-nos nessa viagem!


Sabia-se que os Templários mantinham agentes de informação nas principais cidades da Europa, do Oriente Médio e na costa mediterrânea e, necessariamente, teriam de empregar meios secretos de identificação.

Negócios financeiros internacionais requeriam segredo total, em operações navais, era preciso esconder informações dos muçulmanos ou piratas e a administração militar da Cavalaria certamente exigia isso.

É bom lembrar que os Templários obtiveram uma reputação, e não uma boa reputação, por sua dedicação ao segredo, mesmo nos encontros secretos e concílios da Ordem.Em seu conjunto, a rede de códigos, sinais, palavras, toques e técnicas de identificação, além de uma inflamada dedicação ao segredo em iniciações e reuniões, forneciam uma base ideal sobre a qual construir uma sociedade secreta.

Os Templários utilizavam-se do uso de “peças encaixadas” como meio de identificação, isso requeria que uma metade fosse enviada antes para o outro lado, solução nada prática, especialmente se o titulo fosse trocado em qualquer posto templário.

Algumas vezes, a exigência era maior, e era necessária uma carta de fiança. As cartas também requeriam verificação, uma vez que a maioria era escrita por escribas e copistas. Cartas falsas podiam trazer instruções perigosamente enganadoras sobre movimento militares ou manobras navais.

Usavam-se códigos para esconder a informação no texto de correspondência aparentemente inócua. A mensagem oculta podia dizer coisas tais como: “Mande dois navios a Messina.” Ou “Mate o homem que entregar esta carta.”

Outro método era elaborar uma ou mais questões pessoais que, esperava-se, apenas o destinatário autorizado pudesse responder.

Pergunta: Quando era menino, você caiu de uma arvore e se feriu. Quantos anos você tinha? Resposta: Sete anos e mais. Pergunta: Qual era a árvore? Resposta: a Acácia. Pergunta: Quem encontrou você e o levou para a casa? Resposta: Meu tio Moabe.

Esse antigo sistema ainda é utilizado nos dias de hoje, veja, recentemente ao enviar dinheiro da América para um amigo na Inglaterra, tivemos de escolher uma questão que apenas o destinatário poderia responder corretamente.A questão era “Como era o nome de solteiro de sua mãe?” Com a revelação da “palavra secreta” (Ziza), o dinheiro foi entregue.




☩NA PRÓXIMA SEMANA ☩
Como era composta a Ordem dos Cavaleiros Templários